Fortaleza no peito, a corrida no passo.
Fortaleza nasceu andando e aprendeu a correr. Corre no vento que vem do Mucuripe, na pressa alegre da Praça do Ferreira, no pulso do relógio que há décadas marca o tempo de quem passa, mas nunca o tempo de quem fica. Porque quem é daqui, fica. Mesmo quando vai longe.
A gente corre por ruas que guardam histórias. Passa pelo Teatro José de Alencar e leva no fôlego a mesma ousadia de quem ergueu aquela estrutura num tempo em que tudo parecia impossível. Cruza a Ponte Metálica e entende que todo corredor é também uma ponte entre o que era e o que ainda vai ser. Avista o Farol do Mucuripe e lembra que toda corrida precisa de um ponto de luz lá na frente.
Na Praça dos Leões, a gente aprende firmeza. No Cocó, a gente respira fundo e encontra no verde o ritmo que a cidade às vezes esconde. Nos meninos do Poço da Draga, a gente aprende que correr também é saltar, do chão que conhecemos para o horizonte que a gente inventa a cada passada.
E Iracema? Iracema está ali, de braços abertos para o mar, como a gente abre o peito na largada: com coragem, com entrega, com a certeza mansa de que o caminho é pra frente.
Esta camisa é uma carta de amor. À cidade que nos fez. Às ruas que nos treinam. Ao sol que nos forja. Fortaleza completa 300 anos e a gente escolheu celebrar do jeito que mais nos move: correndo. Com o coração cheio e os pés no chão que é nosso.
Trezentos anos. Uma cidade inteira no peito.
E a próxima linha de chegada sempre à nossa espera.
Essa camisa é o nosso presente para a cidade que nos acolheu e que nos deu tudo. Fortaleza faz 300 anos no mesmo ano em que a assessoria vira uma página. Não tem atalho pra chegar até aqui: tem rua, tem sol, tem gente que apareceu no treino quando era mais fácil não aparecer.
Plauto Holanda, treinador